quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A compaixão dos animais

Stanley Milgram pediu a alunos da graduação de Yale que dessem choques potencialmente letais nos sujeitos de um experimento diabólico que realiza para simular o que acontecia no julgamento de Eichmann, em Jerusalém.
Os resultados foram dolorosos de se ver: para que a maioria dos estudantes se dispusesse a dar o choque bastava que lhes fosse dito por alguém que julgassem estar no poder.

De onde vem essa falta de compaixão? Será que nos distanciamos de uma inclinação mais natural para ajudar, que seria saudável para a nossa espécie, ou estamos simplesmente seguindo nossa natureza pré-programada?
O animal que vive em comunidade aprende o valor de ajudar outro indivíduo. Ratos relutam em pressionar uma alavanca para obter comida se isso também provoca um choque no companheiro.
Eles invariavelmente pressionarão uma alavanca que não cause o choque, e alguns irão preferir até mesmo privar-se de comida para não machucar os amigos.
Talvez seja esse o motivo que faz dos ratos bons companheiros, razão de o Rattus Norvegicus ser tão afetuoso com as crianças.

Esses experimentos com ratos intrigam os cientistas. Eles não esperavam encontrar evidências de compaixão entre roedores.
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Reeona


Reeona, uma rottweiler de dois anos e meio, quando filhote fora tão maltratada que, quando finalmente conseguiu um novo lar, durante um semana ninguém conseguiu sequer tocá-la.
No momento de um terremoto, depois que Reeona sentiu o chão tremer e ouviu gritos vindos da casa da frente, ela arrombou uma porta, pulou três cercas – coisa que nunca tentara fazer antes – e invadiu a casa do vizinho, onde encontro uma menininha de cinco anos, Vivian Cooper, apavorada e aos berros na cozinha.
Reeona empurrou a menina contra o armário e, com o seu corpo peludo de 50 quilos, sentou-se ao lado dela para que se acalmasse. Alguns segundos depois, as vibrações do terremoto fizeram com que o microondas caísse em cima da geladeira e se espatifasse no chão, justo no lugar onde Viviam estivera antes de Reeona empurrá-la de encontro ao armário.
Embora tivesse visto poucas vezes a cachorra e sempre demonstrara medo dela, a garotinha abraçou Reeona, afundou o rosto em seu pelo e manteve-se agarrada a ela enquanto o terremoto não passou. Reeona protegeu e acalmou a menina – e, com sua presença reconfortante, evitou que ela entrasse em choque, como sempre acontecia quando ficava em pânico.


É comum que gatos e cachorros ajudem as pessoas em ocasiões de desastre natural. Com uma estranha capacidade de prever o futuro, algumas criaturas chegam a nos avisar do perigo antes mesmo que ele aconteça.
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Toto

Toto, um gato rajado italiano, miou, arranhou e correu de lá para cá pela casa. Depois que finalmente conseguiu fazer com que a família saísse para o quintal, o monte Vesúvio entrou em erupção. A família de Toto observava de um lugar seguro quando a lava derretida arrasou o vilarejo onde moravam, matando trinta de seus vizinhos.

Fonte: “A Compaixão dos Animais”, Kristin Von Kreisller, Editora Cultrix

“E há no olhar do animal mudo, palavras que só entende a alma dos que sabem”.
Poeta Hindu

Um comentário:

Toquinha do Artesanato disse...

É, os animais são muito sábios e caridosos, pena que o ser humano ainda não sabe conviver com tão bela criatura!